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Terça-feira, Junho 12, 2007
Minhas tardes, na maioria das vezes, são tediosas. Hoje mesmo acordei tarde, e tive um tempo livre durante à tarde. Pensei em ler, mas não tava com atenção suficiente para isso. Decidi ouvir música no aparelho de vinil que tem na sala. Enquanto procurava um bom disco para escutar, passei pelo The Smiths, Beatles, Sinfonias de Beethoven, tinha até um do Ramones que eu não sei de onde surgiu, mas estava lá. Eu particularmente não gosto dessa banda. Acabei por escolher Simon and Garfunkel (The Concert in Central Park). Peguei meu "Tigermilk", e sentei-me próxima ao aparelho. Enquanto tocava MRS. Robinson, a bebida com chocolate amargo ia descendo pela minha garganta. O disco foi tocando, até terminar o lado A, eu me levantar e colocar o lado B.
Mas o tempo vai passando e o gosto musical vai mudando. (Graças à Deus). Quando eu tinha doze anos mais ou menos eu ouvia Hardcore. Ou pensava que ouvia, não sei dizer ao certo. Eram as bandas que se diziam 'hardcore' no momento. Ia pro bar quando tinha show e vivia comprando aqueles cds de selos independentes. Depois com o tmepo eu fui deixando o hardcore de lado e ouvindo outras coisas.
Agora eu todo dia tenho o meu horário pra ouvir mpb. Na verdade não passo um dia sem escutar. Se fosse alguns anos atrás, eu teria preconceito e não ouviria outro tipo de música a não ser aquele que eu gostava. Coisa boba. Mas ainda bem que estou escutando todo o tipo de coisa, desde que não me 'faça mal'. Tem dias que eu até arrisco ouvir Nelly Furtado. (Isso é mentira!)
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postado por Jack às 1:25 AM |
Quinta-feira, Junho 07, 2007
Tem coisa que só acontece quando eu estou no ônibus. Tirando a vez que o cobrador estava conversando com uma menina, muito empolgdos por sinal, e roendo a unha; só que o cobrador mastigava e engolia as unhas roídas. Mas isso são detalhes, apenas detalhes. Mas ontem andei em um que além de dar uma volta olímpica, até chegar à rodoviária, estava lotado. Não sei o número de pessoas, mas estva cheio, e ainda tinha muita gente de pé. 90% delas estavam me olhando torto. Não sei o porquê, mas me deu vontade de perguntar para uma mulher se ela estava precisando de alguma coisa, porque não parava de olhar. Isso era 17h10 mais ou menos. As pessoas que entravam passavam por cima de mim, mas ninguém pedia licença. Me senti o personagem de O Perfume . Depois de 00h30 eu chego na rodoviária. Quando estava chegando à plataforma, o ônibus que vai para a minha casa, estava saindo. (Eu não tenho sorte com ônibus). O outro ia demorar demais pra sair, então peguei um que parava na avenida. Foi descer na venida, meu cadarço desamarra e eu quse caio. (Por isso acreditem quando alguém disser que pode ser perigoso!). E pra adiantar ainda mais o meu dia, o trem passa, e eu tenho que esperar. (Atrasada pra escola). Pelo menos eu pude dar um pouco de risada quando estava quase chegando em casa, pois tinha uma mulher com uma saia marrom escura até o pé, igual à uma que o Mr. Bean usa em um episódio que ele vai à lavanderia. Ainda bem que a mulher estava na minha frente, e não me viu rindo.
Transporte em que vai mais de uma pessoa, e no caso você nunca conversa com ela, pode ser um 'perigo'. Desde o começo do ano eu vou na mesma van que uma menina. Eu só sei o nome dela por ouvir as outras pessoas dizerem, mas eu fico cara à cara com ela todos os dias da semana (Desconhecido íntimo). E ontem nós tivemos a primeira (passou longe de uma conversa, mas digamos que foi um breve diálogo) 'conversa' com ela. Mas isso só ocorreu pois tinha uma pessoa que conversava com nós duas. Quando esta pessoa saiu da van, nós ficamos em silêncio, esperando que alguém dissesse algo. Enquanto isso eu desmontava meu chaveiro, e depois tentava colocar o gato do chaveiro no lugar. Até que ela quebrou o silêncio, mas só pra não ficar aquele ambiente de 'intimidade não-íntima'.
Provavelmente eu não conversarei mais com ela, e talvez eu a veja na rua e procuro um cinto ou a alça de uma bolsa para arrumar, para não ter que cumprimentá-la. E garanto que ela fará o mesmo!
postado por Jack às 12:16 AM |
Domingo, Junho 03, 2007
" Para onde foram os pedreiros, na noite em que
a Muralha da China ficou pronta? "
Bertold Brecht
Andei observando aquela aranha que está no meu quintal. Ela continua lá, mas a teia está cada vez maior. A aranha criou uma barreira de teia entre a madeira e ela. E está sempre no mesmo lugar, mas não está morta. E como disseram, e se cada vez que alguém fosse embora, levasse um pedaço de nossa teia? Daria pra construir outra, talvez até mais resistente, e aquela velha, um dia se acabaria em nada do mesmo jeito. Consumir a teia velha não leva a lugar algum. Levaram um pedaço da minha, mas no lugar eu construi uma ainda melhor, melhor trabalhada.
Fiz um outro blog, no livejournal.com, mas está todo bagunçado ainda, queria arrumar tudo antes de colocar o link aqui. E quem puder ajudar com alguma doação (ração, remédio, cobertores, dinheiro, adoção) para ajudar cães abandonados, deixe um recado aqui. Obrigada ;)
postado por Jack às 9:29 PM |
Quarta-feira, Maio 30, 2007
"Por não ter dinheiro suficiente para adquirir todos os livros que desejava e tendo observado a acuidade dos guardas-noturnos e a sensibilidade dos aparelhos de segurança das megalivrarias, roubava os livros página por página e reconstituía-os no seu apartamento, como um editor clandestino. Sendo obtida por delito, cada página adquiria um valor simbólico muito maior do que teria se estivesse colada e perdida entre os seus pares; destacada de um livro, furtada, e depois pacientimente reunida, tornava-se sagrada. A biblioteca de Antoine contava, assim, com uma vintena de livros reconstituídos na sua preciosa edição particular". Como me tornei estúpido
Esse é um dos livros que eu não me canso de abrir para ler alguma página. Geralmente leio a que abro mesmo, não fico procurando algo específico. E sempre que leio essa parte, penso que a minha 'biblioteca' é bem parecida com a de Antoine. Não, eu não roubo páginas de livros. Mas quando eu estava no Ensino Fundamental, havia uma biblioteca coberta de poeira, pois ninguém usava. Sempre íamos de sexta feira para a aula de leitura. Mas o detalhe era que ninguém lia. A típica frase era ver os alunos com os livros erguidos na altura do rosto, para que a professora não visse que estava apenas enrolando, e conversando com a pessoa do lado. Alguns nem se davam ao trabalho de disfarçar, não tocavam em nenhum livro. Eu na maioria das vezes colocava o livro na mesa, fingindo olhar para as letras, mas geralmente estava conversando com a pessoa da frente. Não gostava de ler naquela biblioteca. Sempre que lia alguma coisa, tinha que voltar várias vezes no mesmo parágrafo pois esquecia o que estava lendo. Mas o que tinha de melhor mesmo, era que nenhum aluno se interessava pelos livros de lá. Não eram ruins, mas as pessoas que estudavam comigo não tinham interesse. Quem se saía melhor nessa história era eu. Sempre gostei d elivros, aprendi a ler muito cedo e tenho certa intimidade com os livros. Então eu pegava alguns exemplares, se ninguém saber (além das pessoas que sentavam comigo), e levava pra casa. Aqui eu podia ler sem ninguém pra atrapalhar. E como sempre tinha mais de um exemplar do mesmo livro, acabava ficando com eles. Nunca descobriram nada. Só uma vez que a professora pediu pra que eu a ajudasse a procurar certo livro (Histórias Extraordinárias - Allan Poe) e eu disse que também estava procurando, pois sempre que descia na biblioteca, eu o lia. Mas na verdade o livro estava comigo, e está até hoje. Um que eu não terminei, continua comigo, mas este ela está ciente, pois foi ela mesmo quem disse que eu poderia ficar com o livro.
Hoje eu vejo que devia ter aproveitado, e pegado mais alguns, pois tem vários autores que na época eu não me interessava. E a primeira vez que eu li Kafka, foi de um livro de lá, mas esse eu não peguei, deixei para que alguém um dia o encontrasse.
postado por Jack às 12:29 AM |
Domingo, Maio 20, 2007
Há dias que eu não tinha uma boa noite de sono. Ontem uma leve dor de cabeça começou a me perturbar, mas era "crônica", pensei, assim como a fome que eu vivo sentindo. Coloquei o cd do Radiohead pra tocar, o que não acontecia também há bastante tempo, e deitei. Do lado da cama tinha um monte de cds velhos, e algumas fotos também. E não me causou nenhum tipo de nostalgia. Ao contrário, me deu uma sensação de novo, de que algo está mudando, e para melhor, e que dependendo do 'rumo' que as coisas estão tomando, eu estou adorando o ritmo com que está acontecendo. Se fosse para recordar alguma coisa, seria da época em que eu sempre colocava Radiohead ou Strokes pra ouvir, fazia feiras de doação de animais nos finais de semana, e passava boa parte do tempo desenhando (rabiscando) algumas árvores, geralmente com as folhas secas. Me parecia uma coisa bem neutra, talvez por isso que não me veio a cabeça, e deixei que os pesamentos apenas surgissem, sem se apoiar no que já aconteceu. Acabei dormindo com o cd ainda tocando, sem me cobrir, e sem acordar no meio da noite. Acordei um pouco tarde, mas não quero me preocupar com isso.
E quando fui colocar ração pras minhas cadelas, eu fiquei observando uma aranha que já faz um tempo que está ali. Uma vez só a vi fora de sua teia, mas sempre que eu olho, ela está lá, sozinha, imóvel. E faz isso todo dia. Sai pra comer algum bicho, mas não nas horas que estou olhando. Costumo ter um 'medo', não, não é um medo meu, mas um medo de que machuque as minhas cadelas, mas com essa aranha foi diferente, eu a deixei lá, pra continuar construindo sua teia, solitária mesmo. Talvez ela se sinta bem ao fazer isso, ou não sinta nada. Mas tudo isso é mais coisa da minha cabeça, pra dizer sobre a aranha de pernas listradas e grande, que não me causa medo.
postado por Jack às 9:06 PM |
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Li uma vez, em alguma coisa a internet mesmo: "No começo é assim mesmo. Depois que vem a tempestade".
Se encaixou muito bem comigo. Ano passado eu estava bem, não o ano todo, pois foi um dos anos mais deprimentes, mas deu para tirar algum proveito. Mas estava bem com uma pessoa que gostava. Mas acabei passando por alguns problemas e fiquei sozinha. Então veio a tempestade. Tempestade duradoura. Mas passou. Digamos que eu tenha acordado. Não foi de uma hora para outra, mas um 'processo'. Gostar de alguém que não está com você, tudo bem. Mas agora eu vejo que eu gostava mais da pessoa que estava em minha lembrança do que ela própria. Antes eu achava que era uma coisa só, podia até ser, mas deixou de ser quando descobri que eu era um monte de nada para essa pessoa.
Foi a hora de procurar por um pouco de amor próprio. E desta vez não foi egoísmo. Acho que estava precisando gostar mais de mim mesma um pouco. E fico pensando que é por essas e outras que eu acabo algumas coisas intoleráveis. Nunca fui de me apegar, e quando acontece, eu quebro a cara. Algumas coisas deviam bastar por si só.
Parece que desta vez minha vida está começando a entrar em uma nova temporada. Como costumava dizer em conversas, antigamente, particulares com uma pessoa: "subir um novo degrau". Mas acho que não subi um noco degrau, mas abandonei a escada velha e começei uma nova subida em outra. E espero que as coisas mudem de verdade, que não seja mais um degrau à cima. Não sei se elas devem ser assim ou não, mas é deste jeito que eu quero que elas sejem. Afinal, alguma coisa acho que ainda posso escolher.
Precisava falar sobre isso, estava me enchendo o saco.
E estou muito bem hoje. Sai à tarde, fiz várias coisas que precisava fazer, comprei o livro que precisava e fui ao médico. Um remédio novo, talvez melhoro um pouco minha insônia. Não aconteceu nada em especial, mas me deixou feliz. Há tempos que não me empolgava com alguma coisa, agora eu tenho uma viagem pare me empolgar, e espero que dê tudo certo, espero mesmo.
postado por Jack às 12:38 AM |
Domingo, Maio 06, 2007
"Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem".
postado por Jack às 11:02 PM |
Sábado, Maio 05, 2007
Não gosto das minhas aulas de geografia, nem um pouco. A questão não é gostar de geografia ou não, mas não gosto das aulas. E pra fechar muito bem a minha semana (claro, depois de um convite pra um show que não deu certo), fechei com uma dessas aulas. Não prestei atenção em nada, mas olhei para meu estojo. Lá tinha um espelho pequeno, que eu costumo levar pra escola. Fiquei observando meus olhos por alguns minutos. (Eu gosto dos meus olhos.) Lembrei-me de uma coisa que costumava acreditar quando era pequena. Tinha a curiosidade de saber porquê a água do mar era salgada. Minha mãe me dizia que um cara que era solitário tinha uma máquina de fabricar sal, e um dia ele levou sua máquina para o mar e despejou todo o sal lá, e desde aquele dia o a água era salgada.
Eu tinha uma imagem tão 'bonita' disso, que imagiva um homem numa praia sem ninguém, com uma pequena máquina, despejando o sal no mar. Tenho essa imagem até hoje gravada. E se fosse pra escolher essa versão, ou o que acontece de fato com a água, eu prefiro a minha, mas só pra lembrar.
Lembrei também de que acreditava que no jardim de minha avó, moravam duendes. Tinha uma pequena árvore, e em seu tronco, tinha uma pequena abertura, não sei porque aquilo se formou, mas sempre esteve lá. Imaginava que bem cedo eles levantavam para tomar sol, colher algumas coisas, e quando todo mundo acordasse, já estariam dentro de suas casas, no tronco da árvore. Teve vezes que eu fiquei esperando para ver se algum deles aparecia, mas isso nunca ocorreu. E neste mesmo jardim, quando algum passarinho morria, eu cavava um 'cova' e o enterrava. Depois colocava uma flor em cima. Acabava sempre me esquecendo onde os tinha enterrado.
É tão irônico, mas depois de alguns aniversários, as coisas perdem o 'encanto' e passamos a achar tudo chato e pequeno. Até o jardim de minha avó ficou pequeno, se havia duendes ou não, eles se mudaram de lá para outro jardim.
postado por Jack às 1:11 AM |
Quarta-feira, Maio 02, 2007
"O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite".
Obrigada Deus x)
postado por Jack às 12:07 AM |
Domingo, Abril 22, 2007
Nostalgia. É a palavra que estava procurando para definir meu estado de espírito. Sempre que eu conheço alguém, começam as sensações nostálgicas. Não entendo. Deve ser a vontade de analisar o passado, não querendo errar no presente. Nunca digo muito sobre meu futuro. Futuro chega a ser um tabu pra mim. E tem horas que eu esqueço de viver o presente. É uma forma de desafiar a mim mesma. A razão de tal desafio, eu diria estupidez mesmo. Algumas coisas eu odeio, mas faço, é um ponto que precido mudar, e urgentemente. Não é questão de os outros, e sim minha.
Relendo alguns posts de meu fotolog, encontrei coisas escritas em uma época que eu me sentia muito feliz, mas coisas ruins estavam acontecendo comigo. Duas faces da mesma moeda, como se eu tivesse uma vida paralela a outra. Estranho de se dizer e de se pensar. Foram dias terríveis e maravilhosos, mas meus pensamentos mudaram, em partes. Em um dos posts estava escrito:
"Eu convivi com O Inimigo, estudei com O Idiota, conversei com O Estúpido, dei ouvidos aO Imbecil, e disse "oi" aO Mesquinho. E sim, foram todos esse ano. Eu convivo com pessoas estúpidas, mesquinhas, imbecis, idiotas, crianças, em busca da personalidade. E essas pessoas começaram a me fazer mal, a me enojarem. Era náusea constante, e eu não podia fazer nada a respeito. E pelo contrario, eu ficava me lembrando todos os dias dessas pessoas, e querendo ou não, eu me importava, e ainda me importo com todas elas. E eu odeio isso, ter que me importar com essas pessoas, e odeio também não odiá-las nem um pouco. Deve ser de minha natureza, não sei. Eu necessito dessas pessoas, as vezes eu até agradeço pela existência delas, porque só assim eu tenho a prova de que eu sou racional, que existem pessoas que tão inúteis, mas tão inúteis, que não dão valor pra própria vida, e ficam procurando desvalorizar a vida alheia.
Eu não precisava estar dizendo nada sobre isso aqui, nem precisava estar aqui, postando, publicando minhas fotos, mas o bom é que eu estou gastando o MEU tempo, com as MINHAS fotos, e escrevendo o que EU gosto.
Isso não vai mudar a sua vida eu sei, e fique feliz, porque a minha também não!"
Pensando sobre isso, eu enxergo a minha mesquinharia. Eu tinha tanta necessidade de que as pessoas fossem do jeito que eu queria, que acabei fechando os olhos para o que elas tinham a me oferecer. Para algumas pessoas, continuo com o mesmo tipo de pensamento, e vejo como falta de liberdade para que elas provem o contrário.
Já esse ano as pessoas mudaram. Ou foi eu quem mudou? Precisei ficar 'doente' para perceber isso. Passei a não exigir muito mais das pessoas. Se isso foi bom ou não, não sei dizer ainda, precisa de muito tempo ainda para que alguma análise seja feita. E quanto isso, sua vida pode não ter mudado, mas a minha mudou. (É estranho conversar com o próprio espelho).
Outra coisa que eu encontrei foi isso:
"A maioria das pessoas passam um bom tempo de suas vidas inventando coisas sobre si mesmas. Elas passam a acreditar nisso.
Se eu fosse inventar algo sobre mim, eu começaria assim:
Pra começar, eu não teria nome, poderiam me chamar de "X", ou qualquer outro nome que lhes agradassem. Depois eu não teria caráter algum, deixaria também, que moldassem isso para mim. O meu caráter, a minha vida, os meus costumes, os meus gostos, o meu cabelo, o meu jeito de se vestir e de pensar. Deixaria tudo em mãos alheias. Pra completar, compraria um manual que me ensinasse a ser um grande palhaço, que me dessem bons motivos para toda vez que me calasse diante de qualquer situação, e que fizessem com que eu amasse o meu país, todas as pessoas ao meu redor, e que concordasse com a questão de a pobreza ser culpa dos próprios miseráveis. E me ensinaria também a como me comportar diante de tais pessoas. A não falar besteiras diante de um padre, a chamar meu professor cinco anos mais velho que eu, de Senhor, e abaixar a cabeça toda vez que alguém me dissesse algo.
Em troca de tudo isso eu assistiria a grandes espetáculos no Coliseu. E agradeceria a todas as pessoas que decidissem a minha vida por mim.
Tudo bem, eu não queria nada disso pra mim. Mas essa historia não deixa de ser real para algumas pessoas".
As coisas continuam as mesmas. Não adianta, elas não mudarão mesmo, e é pura utopia pensar o contrário. Mas pra que pensar na mudança, enquanto você fica sentado esperando o tempo passar. É facil dizer, o difícil mesmo é colocar as mão e fazer acontecer. Não me importo mais com isso, acho até graça em certo ponto, muita graça mesmo.
E por fim, eu concordo com a última que encontrei:
"Eu já não sei o que demora mais para "cair a ficha", coisas boas, ou coisas ruins. As reações são diferentes, isso é certo, mas a demora deve ser a mesma.
Às vezes nós temos a necessidade de demonstrar com palavras aquilo que sentimos e pensamos. Às vezes não, sempre. E eu sou a pessoa menos indicada para tal tarefa. A minha capacidade de se expressar é algo inconfundível, eu não sei qual e nem quando usar as palavras. Mas fico satisfeita em saber que pessoas além de mim mesma também não sabem. Eu não entendo também essa sede que o ser humano tem de colocar tudo em palavras. Desabafo? Não sei. Eu gosto de colocar tudo em palavras, mas não sou boa nisso, como já disse. Eu gosto de fazer tantas coisas, mesmo não me saindo bem em metade delas, mas algumas coisas a gente acaba não escolhendo mesmo. Às vezes eu queria poder ter a facilidade de me expressar assim, escrevendo, aqui mesmo, mas não tenho, eu me expresso mais com um olhar, do que com qualquer outra coisa. Eu espero que as pessoas me entendam, ou se elas preferirem, que fiquem sem entender.
E às vezes eu queria poder dizer menos "às vezes"."
E o que percebi com todas essas coisas, é que eu me expressava muito melhor antes, do que agora.
postado por Jack às 9:50 PM |
Sábado, Abril 21, 2007
"Cada conta é tratada com grande reverência, mas cada conta é minúscula. Sozinhas, elas caem e se espalham. Mas se estiverem juntas, a gente tem outra coisa; elas formam algo grande. Juntas elas preservam as palavras. É assim que eu vejo: você, eu, Mary, as pessoas na vida dela, as pessoas sobre quem Alison descobriu alguma coisa, a própria Alison, somos contas deste cinto. Olhando para nós separadamente, não se pode dizer muita coisa. Mas se formos postas juntas, é possível ler a história inteira".
Terminei de ler a história da Mary hoje.
Se eu tivesse que indicar um livro sobre alguma história interessante, neste momento eu indicaria "Filha de Feitiçeira" e "Sangue de Feiticeira". Os dois falam sobre Mary; no primeiro é um diário escrito por ela mesma, encontrado séculos depois dentro de um acolchoado, e o segundo é o que poderia ter acontecia com ela. Tenho minhas dúvidas sobre esse diário ser real ou não, e se a Mary realmente existiu. As fontes se encaixam, não há nenhum erro, caso ele tivesse escrito por alguém, a não ser ela. Existido ou não, acredito que ela tenha existido. Talvez com outro nome, em vez de Mary, ou em outro povoado no norte da América, mas existiram várias Marys que foram queimadas naquela época.
Não é um livro para se procurar análises psicológicas ou coisas do tipo, é apenas a história de uma garota inglesa vindo para a america do norte com puritanos. Mas como eu sempre procura algo a mais, achei detalhes razoáveis de uma simples reflexão. Um pouco tola, mas boa o bastante para me 'sentir na história'. Ao meu ponto de vista, a sociedade não evoluiu nada daqueles tempos pra cá. Evoluiu no sentido cintífico, tecnológico sim. Mas eu outros aspectos ela continua a mesma. O preconceito principalmente. Em 1660 mulheres eram quimadas vivas. Hoje já não existe mais fogueira e niguém é condenado por feitiçaria. Mas do que adianta, se somos condenados dia a dia por opitarmos por um estilo de vida fora do padrão. Até mesmo no padrão com algumas diferenças. A fogueira foi substituída pela língua. E agora me diz, as pessoas progrediram de lá pra cá? Acho que continuam e vão continuar as mesmas por um bom tempo.
A intenção do livro, acho eu, não é para passar essa mensagem. Apenas a história de Mary, sendo ela verdadeira ou não. E quem se interessou pelo livro, a autora é Cellia Rees.
postado por Jack às 12:13 AM |
Quinta-feira, Abril 19, 2007
Eu desejo, no caso, desejaria, ter de volta algumas pessoas, ou pelo menos uma parte do caráter delas. Entenda por egoísmo mesmo, pra não me sentir culpado em relação a isso, não carregar uma culpa, embora pareça simples, cause constantes perturbações. Que elas deixassem de ser, assim como fui por muito tempo, como disse o poeta Trilussa, em um de seus poemas "quanto mais são os zeros a segui-lo." que deixassem de ser um desses zeros, seguido de um único. Sim, influenciados, essa seria a palavra que descreveria melhor tal circunstância. Eu me deixei influenciar, alguém também se deixou, eu pude abrir os olhos no meu do caminho, outros os fecharam de uma vez. Um tipo de 'Grande Golpe', onde você faz a pessoa realizar tal ato, achando que ela mesma teve a iniciativa. (quem acompanha o seriado Lost entende bem o que eu quero dizer). Talvez seja uma questão de tempo, talvez eu tenha errado feio, bem feio mesmo, eu uso esse insuportável "talvez" novamente, eu preciso organizar minhas idéias e Expressa-las sem esses milhares de "eu acho", "talvez", "quem sabe". Mas também o que isso tem a ver? Mas voltando...
Não, isso também não precisa de um final grandioso, eu só tenho vontade de sair gritando, para que as pessoas pensem, antes de tudo, na sua própria opinião, antes de ser mais um, seguido de vários zeros, ou se encaixar na população de vários zeros, seguidos de um. 1000, 10000, 100000, 1000000000, na verdade, tanto faz, o 1 continua na frente, e o zero só serve mesmo é para aumentar a grandeza a que se refere o numero 1.
postado por Jack às 1:03 AM |
Terça-feira, Abril 17, 2007
- i told you that the hell wasn't here.
postado por Jack às 12:53 AM |
Quinta-feira, Abril 12, 2007
Havia me esquecido de um livro de aforismos do Oscar Wilde que eu tinha. Está com cara de livro usado, lido, gasto, e não é por acaso. Já emprestei a tantas pessoas que já nem lembro mais quais são, mas algumas delas, não sei se foram todas, marcaram com lápis um ponto, ou algum pequeno sinal na frente de alguns. Eu mesma fiz isso quando li pela primeira vez.
Mas ao ouvir uma música que dizia: 'Me escapou um: 'Wilde não me permite', lembrei do livro, e o peguei do armário. Lendo um pouco por cima, achei os tais aforismos grifados, e em um deles estava escreito, ao lado "o melhor". Não fui eu quem marcou, pois marcava os que gostava com apenas um ponto, esse tinha um pequeno sinal. Mas dizia: "As únicas coisas que valem a pena ser ditas são as que esquecemos, assim como as únicas coisas que valem ser feitas são as que surpreendem o mundo". Em partes eu concordo com o aforismo, em outras, acho que as únicas coisas que valem a pena ser ditas são aquelas que não falamos, por medo ou por outra razão qualquer, e novamente ao meu ponto de vista, as únicas coisas que valem a pena ser feitas não precisam necessariamente, surpreender o mundo, surpeendendo a mim, já está de bom tamanho. E talvez Wilde me permita uma única vez contesta-lo, caso contrário, desculpe-me, mas vivemos em épocas diferentes.
Conversei com o Luiz hoje. Embora tenha sido uma conversa breve e cheia de dispersão, fez com que eu abrisse a cabeça pra algumas coisas que não estava compreendendo, não conseguia aceitar em outra pessoa. Fez pensar também que por maior esforço que eu esteja fazendo pra contornar algumas situações, não só psicológicas, não é suficiente, e que continuo a mesma pessoa com sentimentos mesquinhos e egoístas. Bem lá no fundo eles ainda existem. Alguém pode até dizer que isso seja natural do ser humano, eu posso até concordar, mas em doses elevadas, pouco provável. Pode parecer Rousseau demais, mas acredito ainda que o ser humano tenha bondade por natureza.
Obrigado Luiz, pela conversa e pela companhia, estava precisando.
Ainda a respeito do livro, achei também um aforismo que se encaixa no que estava falando.
"Há sempre algo de ridículo em todas as emoções das pessoas que deixamos de amar".
postado por Jack às 12:57 AM |
Domingo, Abril 08, 2007
www.greenpeace.org.br/tour2005_nuclear/bannerbalao.php
Não consegui fazer o link!
postado por Jack às 11:46 PM |
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